no fluir da metonímia: poemas e imagens

  

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Neste endereço já sem espaço para publicação estão os meus poemas de março de 2006 a fevereiro de 2009. Mudamos para http://nofluirdametonimia.blogspot.com

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Obrigada pela leitura.

Sonia Regina


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viajar pelo riso da terra - sonia regina

 

 

 

 

viajar pelo riso da terra

 

 

 

por um hálito além do lamento aceito a anestesia que fere

meus lábios, fujo da simetria e da grandeza dos acenos

 

as fragilidades não levam ao fracasso como o medo

das marcas involuntárias - mas não casuais

 

bom seria pisar um sonho e torná-lo chão, um caminho

doce livre de prisão ou exílio

 

mas no giro da essência quem se procura flor não se encontra

além das pétalas. dança como elas, à volta do centro.

 

quero perceber o sentido do dia cabendo inteiro na noite clara

quero tocar o passado e despertar para o recomeço do tempo

 

quero viajar pelo riso da terra

 

sei, nas águas, do fluir secreto da beleza e da cura. sei,

é imperioso falar do obscuro e escrever dos pesadelos

 

para que a claridade entre pelas frestas das ruas, mergulhe

nos que, sentados  nas calçadas, temem principiar a posteridade.

 

 

sonia regina

rio, 10.2.09

 



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credo - sonia regina

 

 

credo

 

creio

 

na dúvida que suspende certezas

no que independe de crença

para existir

 

acredito no juízo suspenso

na inquietação que cria,

 

na angústia

 

da procura que investiga,

e busca

            aqui

            ir além do devir.

 

sonia regina

7.2.09

 

após leitura de O Poeta Cético, de Gustavo Bernardo (http://www.dubitoergosum.xpg.com.br/a24.htm )



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ao largo do pensamento - sonia regina


            

 

ao largo do pensamento

 

 

 

minhas mãos gesticulam sem ponderação

cultural ou estética

 

São turbulentas as imagens de um cotidiano

atirado como flecha sobre o dia

 

ventos se atracam em contendas

águas se avolumam

cigarros se assemelham a um arsenal de armas

 

a meu serviço

 

sem consistência mitológica

os traços que meus dedos

escrevem no ar

 

ao largo do pensamento.

 

quanto me faz naturalizar a minha humanidade!

 

 

sonia regina

7.2.09




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nenhum alô ou até logo - sonia regina

 

 

 

 

 

nenhum alô ou até logo

 

 

na poltrona o tecido azul me aguardava

 

eu me lançara da folha já sem árvore,

o ar e o verso parados na ficção

 

não encontrei o íntimo no banco

nem no desejo da água num intervalo

das obrigações

 

na mesa nenhum alô ou até logo

além do pimentão e da noite

os mofos que nunca conheci

 

e teus olhos me abrindo as fragilidades

 

 

sonia regina

6.2.09

 



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intencionalidades - sonia regina

 

 

 

 

 

intencionalidades

 

 

 

olho a imagem que roda à minha volta

e liberto a palavra, em ato atemporal.

numa poética desejosa de sentidos

espiralados, alongo a visão do poema

 

: dialogam a humanidade e a alegoria

 

o profano e o sacro despertam

não se vê  aprendizados

nada legitima conceitos fechados

 

no devaneio fundem-se possibilidades

para o sonho imprescindível à vida,

da dor e da solidão nascem verdades

 

libertam-se os desertos, no poético;

no estado da arte, a consciência.

 

sonia regina

6.2.09

 

 

imagem: ulita zlatkova

arte digital: soreg

 

 



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sonia regina - o fogo das nossas sombras

 

 

 

o fogo das nossas sombras

 

 

 

o obscuro canta no porão, no sótão brilha a lua

acima dos olhos que só vêem uma face

e não libertam o dragão selvagem prometido.

 

retirar o fogo das nossas sombras é a alquimia

que nos faz nascer da prata após as núpcias

do céu e do inferno.

 

 

sonia regina

23.11.08

 


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sonia regina - e, a língua, arde

 

 

 

e, a língua, arde

 


tesouros compartilhados não me ocultam

na trama da minha fábula, narrativas não

são atos de caridade

 

a linguagem flui nas representações.

cobiça que se fixem - na terra e na água -

o fervor e o júbilo, a ternura, um tempo

e distância não lineares

 

e, a língua, arde

 

queima em meus versos - ao colher o enigma -

o segredo do sensível liberto na pele

: é o fascínio do poema aguardando a tradução

num idioma possível.

 

sonia regina

 

2.1.09

 

imagem: paula grenside

 

 



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sonia regina - o exílio do olhar

 

 

o exílio do olhar

 

os olhos se fecham: não querem ser vistos.

é esse o exílio do olhar que se deita com a

ausência do toque

 

não há morte

 

 a pele espelha sombras;

o enredo sem poesia tem narrativa oblíqua;

a transparência chora o atrito das pedras

escuras que não fazem fogo.

 

 

sonia regina

31.1.09



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sonia regina - meu texto tem somente hiatos: evita lacunas

 

 

meu texto tem somente hiatos: evita lacunas

 

 

até gosto dos espaços, meus dedos se aprazem

com a certeza do porvir. nenhuma espera vazia,

portanto, meu texto tem somente hiatos: evita

lacunas rechaçadas pela lírica.

 

por vezes nasce um mato no verde chão do meu

quintal e eu não lhe peço licença para extirpá-lo:

é o câncer da grama.

 

assim cuido do solo, minha casa sorri e nos abriga,

a mim e à minha escrita. vivemos felizes, as três,

 

e sem muito pensamento contemplamos a lagoa.

 

sonia regina

29.01.09

 

imagem: drika landim



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sonia regina - pouco claras como as noites

 

 

 

 

pouco claras como as noites

 

 

à vírgula seguem os espaços

e palavras graves agarradas

à linha. cantam, obscurecidas,

 

com medo do ponto despem-se

de significado exato, dançam

 

pouco claras como as noites

[o lado agreste dos dias na

mão fechada das trevas] ,

 

não como a nudez dos teus dedos.

 

sonia regina

29.1.09

 

 

imagem: arnell williams

 

 



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sonia regina - num poema


 

num poema

 
 

 

talvez seja de adão o sopro

que vitaliza as pálpebras,

acordando as letras

 

contudo

 

somente teu toque amoroso

o faria renascer, da carne,

num poema

 

és tu o poeta das manhãs,

com palavras desenhas sóis

 

cumprem eles as entrelinhas

em elipses suaves; como os

vôos e pousos da borboleta

riscam, coloridos, o ar

da página em branco.

 

sonia regina

28.1.09



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sonia regina - o pousio dos versos recolhidos

 

 o pousio dos versos recolhidos

  

venta nos lábios a voz de um verso atento

ao bailado das folhas, mas o dia é de lavra

urbana para a poesia

 

em frente à igreja já não há pombos, pão

ou migalhas; a oração sussurra, ainda viva

entre os cordéis de lembranças infantis

 

o passeio de uma borboleta não faz tremer

o pousio dos versos recolhidos no olhar.

 

sonia regina

27.01.09

 

imagem: carlos a.a.pereira



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